O guia completo do colecionador de vinil dos The Smiths
The Smiths continuam entre as bandas pós-punk mais colecionáveis na história do vinil, apesar da curta existência de cinco anos (1982–1987). Seus quatro álbuns de estúdio e inúmeros singles pela Rough Trade Records tornaram-se peças essenciais para colecionadores exigentes, com prensagens originais do Reino Unido alcançando preços elevados. As letras poéticas de Morrissey e o dedilhar de guitarra de Johnny Marr soam especialmente bem em vinil, tornando seus discos atraentes tanto sonicamente quanto culturalmente.
Álbuns essenciais dos The Smiths em vinil
Toda coleção dos Smiths deve começar pelo álbum de estreia 'The Smiths' (1984) e pela obra-prima 'The Queen Is Dead' (1986), ambos fundamentais do pós-punk. 'Meat Is Murder' (1985) revela o viés político da banda, enquanto 'Strangeways, Here We Come' (1987) funciona como uma despedida emotiva. A compilação 'Hatful of Hollow' (1984) é muito valorizada pelas sessões da BBC e por versões superiores de singles iniciais. As prensagens originais da Rough Trade costumam oferecer a melhor qualidade sonora e são altamente procuradas por audiófilos e colecionadores.
Prensagens raras e valiosas
As primeiras prensagens do Reino Unido pela Rough Trade (prefixo de catálogo ROUGH) são o santo graal para colecionadores dos Smiths, especialmente 'The Queen Is Dead' com sua folha interna original exibindo a foto completa da banda. Singles iniciais como 'Hand in Glove' (RT 131) de 1983 e 'This Charming Man' (RT 136) são extremamente valiosos, sobretudo em condição com picture sleeve (capa ilustrada). Test pressings e cópias promocionais com etiquetas brancas podem alcançar centenas ou milhares de libras. Edições limitadas em vinil colorido, embora muitas vezes sejam reedições posteriores, também atraem atenção — especialmente os relançamentos WEA de 1992 em cera colorida.
Dicas para colecionar
Prensagens autênticas da Rough Trade apresentam números de matriz específicos gravados no sulco final, muitas vezes incluindo a assinatura do engenheiro Stephen Street ou códigos de estúdio como 'TOWNHOUSE'. Verifique as etiquetas originais da Rough Trade com o logotipo distintivo e os números de catálogo corretos. Números de matriz, variações de capa e detalhes da folha interna são cruciais para autenticação — por exemplo, as primeiras prensagens de 'The Queen Is Dead' trazem 'ROUGH 96' na etiqueta e matrizes gravadas por Porter. Inspecione sempre o estado do vinil com atenção, pois os discos dos The Smiths foram muito tocados e cópias mint estão cada vez mais raras.
Guia de preços e tendências de mercado
Prensagens originais do Reino Unido pela Rough Trade de 'The Queen Is Dead' em condição near‑mint normalmente vendem por £80-150, enquanto o álbum de estreia varia entre £40-80. Singles raros e iniciais como 'Hand in Glove' podem atingir £100-300 dependendo do estado e da variante da prensagem. O mercado por vinil dos Smiths manteve-se consistentemente forte, com preços em subida na última década à medida que as prensagens originais se tornam mais escassas. Cópias originais seladas podem dobrar ou triplicar esses valores, enquanto reedições posteriores pela Sire e WEA continuam sendo pontos de entrada acessíveis, entre £15-30 para colecionadores com orçamento limitado.
Principais prensagens e o que as diferencia
O álbum de estreia dos The Smiths é um dos melhores pontos de partida para aprender a diferenciar uma cópia original de uma reedição posterior. Uma primeira prensagem britânica de 1984 pela Rough Trade deve trazer os selos originais da Rough Trade e gravações de matriz do tipo MPO/UK do primeiro período; as reedições posteriores dos anos 1980 e a edição da Rhino de 2011 são mais limpas e padronizadas, tanto na impressão dos selos quanto no deadwax. O acabamento da capa também importa: as primeiras cópias britânicas tendem a ter o aspecto fosco mais característico da época, em vez do brilho típico das reedições modernas. Hatful of Hollow é outro título fundamental. As cópias britânicas originais da Rough Trade geralmente exibem o design de selo da primeira fase e matrizes iniciais, enquanto reedições posteriores da Rough Trade ou da era WEA costumam apresentar alterações no texto periférico e um deadwax mais uniforme, marcado por máquina. Como o álbum reúne material da BBC e de singles, os colecionadores também verificam se a capa e o encarte interno correspondem à edição original. No caso de The Queen Is Dead, os originais britânicos da Rough Trade costumam ser mais valorizados do que as reedições posteriores por causa da embalagem e da linhagem de masterização. As primeiras cópias frequentemente trazem inscrições características na matriz e encartes internos da época, enquanto edições posteriores podem substituir esses elementos por códigos de barras, layouts de selo alterados ou vinil moderno mais pesado. Louder Than Bombs merece uma atenção especial em relação ao país de origem. A edição britânica original de 1987 pela Rough Trade difere das cópias americanas da Sire no design dos selos, na apresentação da sequência e na sensação geral da embalagem; as reedições posteriores costumam ser identificadas com mais facilidade pela posição do código de barras, pelas linhas de copyright mais recentes e pelas marcações contemporâneas no deadwax.
O que determina o preço
O estado de conservação é o principal fator na formação do preço dos discos dos The Smiths, já que muitas cópias foram bastante tocadas. Um original britânico em estado Near Mint de um título essencial pode ser vendido por duas a quatro vezes o valor de uma cópia VG, especialmente quando a capa, o encarte interno impresso e os selos estão impecáveis. Desgaste nas bordas, separação das emendas, marcas do pino central e riscos superficiais derrubam os valores rapidamente. No caso dos álbuns mais comuns, uma cópia VG/VG+ pode ficar na faixa de US$ 25 a 60, enquanto uma primeira prensagem britânica realmente excelente do mesmo título pode chegar a US$ 80–150. Os fatores de raridade provocam saltos maiores. As primeiras prensagens britânicas da Rough Trade geralmente lideram o mercado, à frente das reedições britânicas, europeias ou americanas posteriores. Cópias promocionais, edições limitadas em vinil colorido de campanhas de reedição e prensagens incomuns de determinados territórios podem alcançar valores premium, mas isso não é automático: os colecionadores normalmente procuram escassez combinada a uma masterização ou embalagem desejável. LPs e singles promocionais costumam ficar entre US$ 75 e 200, dependendo do título e do grau de completude, enquanto singles originais de 12 polegadas mais raros, variantes de exportação ou prensagens difíceis de encontrar em determinados países podem variar de aproximadamente US$ 100 a mais de US$ 300 em estado impecável. O que explica essa diferença? Detalhes autênticos da primeira edição, encartes internos originais preservados, país de fabricação e o fato de a prensagem ser realmente escassa, e não apenas antiga. O mercado dos The Smiths recompensa a atenção aos detalhes.